segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Não me desespero mais: escrevo. Toda a aflição vai evanescendo entre as linhas até sumir no ponto final. O ponto final, então, marca o início da minha alegria, dos meus novos planos. Não posso e não devo ignorar o sofrimento. A dor eu transformo em criação. E assim eu me faço uma pessoa criativa. Uma pessoa dor-ativa.
Quando não escrevo é por conta do ódio de mim haver vencido o amor. Quando eu, por distração, me entrego as palavras não me chamam mais, a mente quer ficar vazia - está arranjando espaço para a doença dançar, coreografando o meu limbo, ensaiando a minha destruição.
Agora eu devo estar forte, pois estou aqui. Fraca você nem me leria.
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